O que é?
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurogenerativa, progressiva, do sistema nervoso central. A evolução causa atrofia progressiva da musculatura respiratória e dos membors, além de manifestar sintomas de origem bulbar, como disartria (dificuldades na fala) e disfagia (engasgos e dificuldades para engolir).A detecção precoce desta patologia permite aos fonoaudiólogos avaliar objetivamente e traçar metas realistas de reabilitação que permitam ao paciente ter melhor qualidade de vida.
O objetivo do tratamento fonoaudiológico é manter, pelo maior tempo possível, estas habilidades e para criar estratégias de comunicação alternativa quando a comunicação oral não é eficaz. O tratamento enfoca, também, a coordenação fono-respiratória e as diferentes fases da deglutição.
Sintomas
O principal sintoma é a fraqueza muscular, acompanhada de
endurecimento dos músculos (esclerose), inicialmente num dos lados do
corpo (lateral) e atrofia muscular (amiotrófica), mas existem outros:
cãibras, tremor muscular, reflexos vivos, espasmos e perda da
sensibilidade.
Diagnóstico
A doença é de difícil diagnóstico. Em grande parte dos casos, o
paciente passa por quatro, cinco médicos num ano, antes de fechar o
diagnóstico e iniciar o tratamento.
Tratamento
O tratamento é multidisciplinar sob a supervisão de um médico e
requer acompanhamento de fonoaudiólogos, fisioterapeutas e
nutricionistas.
Está em desenvolvimento uma droga que inibe a ação tóxica do glutamato, mas não impede a
evolução da doença. Os experimentos em curso com animais apontam a
terapia gênica como forma não só de retardar a evolução, como
possibilidade de reverter o quadro.
Recomendações
O diagnóstico e o início precoce do tratamento são dois requisitos
fundamentais para retardar a evolução da doença. Não subestime os
sintomas, procure assistência médica;
Embora a ELA seja uma doença degenerativa irreversível, não há como
fazer prognósticos. Em alguns casos, a pessoa vive muitos anos e bem;
Curiosidades:
Não se conhece a causa específica para a esclerose lateral
amiotrófica. Parece que a utilização excessiva da musculatura favorece o
mecanismo de degeneração da via motora, por isso os atletas representam
a população de maior risco.
Outra causa provável é que dieta rica em glutamato seja responsável
pelo aparecimento da doença em pessoas predispostas. Isso aconteceu com
os chamorros, habitantes da ilha de Guan no Pacífico, onde o número de
casos é cem vezes maior do que no resto do mundo. Estudos recentes em
ratos indicam que a ausência de uma proteína chamada parvalbumina pode
estar relacionada com a falência celular característica da ELA, uma
doença relativamente rara (são registrados um ou dois casos em cada cem
mil pessoas por ano, no mundo), que acomete mais os homens do que as
mulheres, a partir dos 45/50 anos.
Fonte: Revista Neurociências/ Dráuzio Varella

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